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Showing 1-4 of 4 entries
4 people found this review helpful
25.6 hrs on record (21.8 hrs at review time)
Esse jogo é muito mais do que uma homenagem a JRPGs clássicos. Trazendo um mundo de simples compreensão mas com uma grande riqueza de conspirações e intrigas, Chained Echoes me parece assumir seu próprio lugar em meio às propriedades intelectuais pelas quais se inspirou.

O sistema de batalha é engajante e bastante livre para montar os personagens da forma que você quiser. Embora todos tenham um certo direcionamento para funções específicas, há meios de adicionar habilidades que aprimorem essa função ou adicionem outras opções a elas. No entanto, toda essa customização pode terminar tornando fácil escolher alguns favoritos e esquecer um pouco os demais personagens.

A história também me encantou bastante. Apesar de os personagens passarem uma sensação de serem um pouco rasos enquanto cada um ter uma finalidade bem específica na história, a união das histórias e as interações entre personagens jogáveis e não-jogáveis proporciona momentos bastante interessantes.

A única parte que não me encantou muito foi a trilha sonora. Ela não é ruim ou inadequada de maneira alguma, e os efeitos sonoros são elaborados na medida certa para os belíssimos visuais em pixel, mas não foi particularmente marcante para mim.

Chained Echoes é um jogo excelente, e uma recomendação quase obrigatória para fãs de RPG por turnos.
Posted 9 July, 2025.
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4.9 hrs on record (4.4 hrs at review time)
Para os fãs de roguelite, esse jogo será muito fácil, pois a morte só reconfigura o mapa e desfaz o seu avanço; assim, você mantém os recursos adquiridos e pode acumulá-los infinitamente antes de tentar enfrentar os chefes, mas evitar os upgrades sempre é uma possibilidade. No entanto, enquanto alguém que gosta de explorar sem "medo" de cometer erros, estou adorando a minha experiência com esse movimento fluido e mecânicas sólidas somados a uma história intrigante. Ouvir a voz do Trapezoedro ao longo da aventura faz o jogo parecer movimentado mesmo sem nenhum outro personagem com quem interagir.
Sundered é um jogo ótimo para quem quer relaxar depois de um dia complicado, ou se aventurar nesse mundo distorcido e bastante envolvente.
Posted 5 November, 2022.
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16.5 hrs on record (3.3 hrs at review time)
Resumo: Com visuais belíssimos, jogabilidade dinâmica e uma história madura sem forçar a barra com temas apelativos, Pyre traz uma das melhores combinações de ação e RPG que eu já joguei.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o visual dos personagens e dos ambientes. Com cores vivas e traços marcantes, o jogo também desfruta de uma fluida animação em diversos momentos, como nas jornadas da carroça. Pode-se encontrar traços estereotípicos de certos personagens, mas isto não é um demérito visto que são traços que os enriquecem.

Os "Ritos", jogabilidade-núcleo do Pyre, não são particularmente difíceis na dificuldade normal, mas são bastante divertidos e a riqueza de personagens amplia seu arcabouço de estratégias. Você seleciona três personagens e precisa capturar uma esfera no centro do campo e levá-la até a chama do time adversário, com cada personagem possuindo diversas maneiras de se movimentar e atacar. Apenas ter um combo forte não ajuda, é preciso ser coordenado e é nessas horas em que o jogo se mostra interessante de dominar. A progressão dos personagens até facilita o trabalho, aumentando os "números", tipo a velocidade de movimento ou o dano causado à chama do adversário ao levar a esfera até ela, mas aumentar o nível do personagem ou equipá-lo com algum item que o potencialize não quebram o jogo. Continua sendo necessário desenvolver seu manejo com cada membro do time para efetivamente extrair vantagens dos aumentos.

Não vou entrar em detalhes na história, mas ela é relativamente direta ao ponto: você é alguém que foi exilado da própria nação, condenado a viver numa terra hostil. Após ser salvo por uma caravana, eles descobrem que você é das poucas pessoas que conseguem ler os Ritos e, se obtivessem sucesso completando cada um deles, seriam todos redimidos de seus crimes. Embora seu personagem não seja um dos que jogam o jogo, você os "guia" nas partidas.

Tudo isso ao som de músicas instigantes ou tensas a depender do ambiente, sem falar nos demais efeitos sonoros que enriquecem o cenário. A produção fonográfica envolvida está de parabéns pelo grande trabalho!

Enfim, Pyre é um jogo excelente e que definitivamente merece mais atenção. Vale muito a pena jogá-lo!
Posted 4 July, 2019.
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38 people found this review helpful
1.6 hrs on record
O jogo é bem interessante enquanto boardgame e é divertido de jogar se você não estiver esperando um D&D e sim um jogo puramente tactics com uma pincelada muito modesta de história. Infelizmente, não era por isto que eu esperava quando vi "Dungeons and Dragons" na capa.

Os personagens são meros peões predefinidos que andam e batem nos inimigos, não há nem ao menos uma história por trás deles que seja apresentada ao jogador dentro do jogo (o pequeno texto apresentando os personagens na Steam nem sequer é visto). Também não há customização: o máximo que você faz é comprar equipamentos melhores para eles e selecionar as habilidades "sem limite" (que podem ser utilizadas todo turno e causam menos dano), "utilitárias" (que podem encerrar condições especiais como envenenamento ou possibilitar uma nova ação que são usadas apenas uma vez na missão - podendo ter seu uso recuperado aleatoriamente com espólios dos inimigos) e "diárias" (habilidades usadas apenas uma vez na missão que possuem dano maior e efeitos melhores). É literalmente uma adaptação da nova temporada da quinta edição sendo jogada com uma versão muito simplória do sistema da quarta edição. Considerando que personagens predefinidos são estratégias dos criadores para dar a eles personalidades marcantes, fiquei decepcionado ao ver que nem isto me foi entregue quando percebi a ausência de interação deles.

Outro ponto o qual me incomodou sobremaneira é o fato de não haver a possibilidade de seu personagem agir antes do inimigo no começo do encontro, invalidando os conjuradores nas primeiras missões por causa do alto risco, e a quantidade de intervenções demasiadamente alta do ambiente, seja para bem ou seja para mal, o que as tornam menos impactantes em termos de imersão. O pior é quando se chega à conclusão da fase: ela simplesmente se encerra e mostra sua porcentagem de completude, sem dar a você a chance de explorar mais do cenário (dando à porcentagem um sentido de "falha" ou "incompletude" sobre algo fora de seu controle por causa da ausência de escolha de continuar jogando naquela missão).

O ponto anterior também me remete à falta que senti das perícias. Não há furtividade, arcanismo, prestidigitação... Nada que pudesse aumentar a sensação de cada personagem ter seus próprios conhecimentos. Sem dúvida, o jogo não PRECISA delas, mas, novamente, não é algo a se esperar de um produto midiático carregando o nome "Dungeons and Dragons".

Muito poderia ser aprendido com os jogos da série Shadowrun. O gameplay é bastante similar e a história, linear, mas ainda há múltiplas possibilidades de resolver as missões e também há muito espaço para interação do jogador com o resto do mundo - fora o fato do protagonista ser customizável, mas nem por isso "sem personalidade" dadas as diversas opções de conversa. O Neverwinter Nights, jogo antigo feito pela Atari, se não me falha a memória, também seria uma ótima referência para que fosse feito um jogo de D&D mais fiel à série.

PRÓS
- Jogo equilibrado. Cada personagem possui seus usos e suas vantagens, tornando cada um uma peça legal de ter na missão e os inimigos proporcionam um nível de desafio justo na maioria dos casos.
- Jogabilidade divertida. É legal ver cada habilidade e cada item em ação, ajudando na estratégia do jogador.

CONTRAS
- Nenhuma interação de história relevante. Você é passivo e só lhe compete matar os monstros ou adquirir os itens-chave das missões.
- Pouca interação com o mundo. Você colhe itens (seja abrindo baús, seja pegando itens-chave para concluir a missão), desarma armadilhas e luta contra monstros. Não existe nenhuma forma de surpreender inimigos ou investigar pontos peculiares do cenário no começo do jogo e, dada a ausência de perícias, imagino que não exista em momento algum.
- Ausência de customização. Você usa os itens que encontra e nem sequer pode passar um item de um personagem para outro (ou, pelo menos, esta informação não está clara na interface do jogo). Existe a possibilidade de comprar equipamentos melhores, mas isto se enquadra mais em "progressão" do que em "customização".
- Não é RPG, ou pelo menos não é um RPG como D&D. É um sistema d20 genérico que é sólido, mas não chega nem perto de simular a experiência do RPG, apenas de mais um boardgame (um boardgame bom, mas ainda assim, um boardgame). O gênero e o nome induzem ao erro.

VEREDITO
O jogo não é ruim, mas não é um bom RPG. A história está contada de forma muito superficial e ao jogador só resta andar pelos mapas e completar as missões. É um jogo a ser jogado casualmente, não para quem quer imergir nele. No entanto, o sistema é sólido e equilibrado, tornando-o um passatempo legal, só lamento terem precisado botar o nome de D&D sem ser algo à altura da franquia para venderem-no. De um modo geral, se quiser jogar um boardgame, este jogo é bom. Se quiser curtir a história Tomb of Annihilation de verdade, procure uma loja onde esteja acontecendo o D&D Adventurers League na sua cidade e jogue o RPG de mesa com todas as suas possibilidades :)
Posted 16 October, 2017.
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