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Ubatuba, Sao Paulo, Brazil



Conheci o Paulinho no inferno carbonífero chamado mina de carvão. A gente dividia o mesmo turno, enfiados num buraco que parecia cuspido direto do cu do diabo. Entre o calor e a escuridão, o Paulinho brilhava. Não pelo caráter — ele fazia uns “favorzinhos marotos” pra aliviar os caras — mas pela alma inquieta. O único que recitava poesia no meio da fuligem.
A mina era um purgatório. Cavava tanto que duvidava da própria existência. Mas o Paulinho transcendia. Ele falava de Aristóteles, tectônica, a beleza da vida… tudo isso enquanto o resto só peidava feijão azedo.
Só que ele era um Prometeu ferrado. A galera forçava o moleque a fazer o que antes ele fazia por diversão, e eu? Só olhava. No fundo, também era preso à minha própria covardia.
A mina era uma metáfora: cavávamos no escuro buscando algo que brilhasse. E o Paulinho era isso. Espero que tenha superado tudo, irmão.
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