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215.1 hrs on record (213.4 hrs at review time)
Baldur's Gate 3 é realmente merecedor de todos os prêmios conquistados. Tem boa história, gráficos lindos, uma trilha sonora bastante competente, atuações incríveis, um mundo imersivo, mecânicas interessantes... um feito e tanto da indústria que me lembrou o efeito avassalador que Witcher 3 teve em seu lançamento.
É um jogo complexo e demorado, nada casual. A trama é complexa, com muitos personagens e histórias passadas envolvidas que exige uma dedicação para um bom aproveitamento. Ainda assim, talvez até mesmo Power Gamers consigam se divertir e aproveitar a obra.
Para quem se preocupa se o jogo fará sentido sem ter jogado as iterações anteriores, acredito que a obra se sustenta por si só, contendo tudo necessário a seu entendimento. E para quem jogou os antigos BG1 e BG2, existem várias pitadas de referências que apostam na nostalgia.
O jogo é dividido em 3 atos e cada um parece ter um clima e ritmos próprios. Algumas pessoas podem sentir um certo desânimo em alguma dessas partes, mas acredito que vale a pena insistir para passar e ter a perspectiva completa.
Posted 2 July, 2024.
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163.3 hrs on record (141.3 hrs at review time)
Não cheguei a experimentar a versão física desse jogo, mas acredito que essa versão digital é bastante robusta e agrada a quem gosta dessa mescla de jogos de tabuleiro que flertam com mecânicas tradicionais de jogos de RPG. As DLCs acrescentam bastante conteúdo com novas mecânicas que interferem muito nas estratégias e, portanto, adicionam novas oportunidades de jogabilidade.
Há quem possa achar o jogo lento e demorado e realmente pode ser o caso em algumas situações. Porém, existem diversas configurações que podem ser modificadas para acelerar o andamento de uma partida.
Mas tenha em mente que é um jogo complexo, com diversos sistemas em jogo (principalmente com o uso de múltiplos DLCs) e cada carta deve ser lida com atenção para entender o efeito pretendido.
Posted 2 July, 2024.
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70.1 hrs on record
O jogo cumpre muito bem a proposta a que se propõe de unir os estilos de jogos RTS e RPG. No quesito RTS, as fases são diversas em seus objetivos e possibilidades, além de oferecer uma experiência bastante dinâmica (joguei na dificuldade normal). Enquanto RPG, oferece boas possibilidades de configuração dos recursos do personagem além do próprio grupo de heróis que acompanha seus exércitos.
Graficamente, o jogo é belíssimo, com cenários ricamente detalhados e a possibilidade de girar livremente a câmera além de zoom ajuda na fruição. Considero os cenários de Everlight e Greykeep particularmente incríveis no detalhamento. No quesito do áudio, a trilha sonora evoca o caráter épico da aventura e as dublagens dos personagens são, em geral, bem feitas (não se assuste se ouvir a voz de um certo caçador de monstros polonês...).
A campanha principal oferece muitas horas de diversão e uma história com reviravoltas e missões secundárias o suficiente pra nos manter engajados. Os NPCs também são bem construídos, particularmente os companheiros de batalha do protagonista.
Voltando a falar do caráter RTS, este jogo me remete, nas devidas proporções, aos tempos de Warcraft 3 ou Starcraft em que existem diferentes facções, cada uma com sua jogabilidade distinta. Aqui, as diferenças não são tão gritantes quanto nessas referências passadas, mas são diferentes o suficiente pra oferecer uma experiência distinta a depender da facção com que se joga. Aliás, em muitas fases, o jogo te permite escolher com qual facção (humanos, elfos ou orcs) se quer lutar.
Posted 15 May, 2022.
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19.2 hrs on record
Largamente inspirado pela franquia Zelda da Nintendo, Oceanhorn é simples em sua abordagem e bastante fácil. Em alguns momentos, fácil até demais. Os chefes têm suas rotinas aprendidas rapidamente e, tirando um ou outro aspecto, o jogo não apresenta grandes desafios.
Graficamente, é competente, mas nada de incrível.
O controle do personagem é um pouco truncado.
No final, um passatempo com uma narrativa bonitinha, ideal pra quem não quer grandes desafios.
Posted 16 October, 2021.
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32.0 hrs on record (11.7 hrs at review time)
Um jogo de plataforma com elementos stealth, Mark of the Ninja é um belo jogo de visual caprichado e com uma jogabilidade que equilibra entre o dinamismo do combate e da ação com os momentos de espera e tempo da furtividade que se espera de um jogo em que o protagonista é um ninja.

Ao longo do jogo, a evolução das possibilidades do personagem se dá pelos novos itens aos quais ele passa a ter acesso que influem no estilo de jogabilidade e atendem a várias situações diferentes.

Para os caçadores de achievementes, o jogo é um prato cheio com a possibilidade de repetir as fases agora com novos itens de forma a alcançar áreas ou realizar façanhas para completar 100% de cada uma.

Conta uma história simples, mas bem contada em cutscenes entre fases no estilo de desenho animado que lembra um pouco os traços de Samurai Jack de Gendy Tartakovsky.
Posted 29 June, 2019. Last edited 29 June, 2019.
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44.7 hrs on record (41.8 hrs at review time)
Seven é um RPG com perspectiva isométrica e personagem único (para não confundir com os assim chamados "squad-based" como Baldur's Gate). Assumimos o papel de Teriel, um ladrão que , sem querer, acaba se envolvendo numa trama muito maior do que poderia esperar.
O cenário mistura elementos de cyberpunk com pós-apocalipse e uma certa dose de fantasia, embora não no sentido convencional de magos e dragões, mas envolvendo poderes que não são exatamente explicados além de criaturas.
O mapa é grande e, em muitos momentos, pode ser um pouco frustrante a sua travessia uma vez que tem muita verticalidade e desafios de "como" se chegar a certas áreas. Existe um sistema de "fast travel" mas que é desbloqueado lentamente.
Os gráficos variam entre competentes e bonitos dentro da proposta do jogo.
Diferente de um RPG convencional, aqui seu personagem não ganha XP e passa de nível para adquirir poderes. Toda a evolução do personagem se dá por meio de itens que não só melhoram as estatísticas básicas mas também conferem os ditos poderes (são "chips" que você encontra pela história). Vale lembrar que a jogabilidade fica a cargo do jogador, quer ele queira entrar nos lugares atirando e batendo em todo mundo ou passando furtivamente pelos inimigos sem chamar atenção. Não havendo um sistema de recompensas direto conferindo XP a essas ações, os benefícios são a própria jogabilidade que se adequa melhor ao estilo do jogador. No entanto, vale lembrar que o personagem é, por definição, um ladrão e muitas vezes uma abordagem mais furtiva é altamente aconselhável uma vez que os inimigos podem ser muito difíceis, prinicpalmente no início do jogo. Aliás, ao menos pra mim, a curva de aprendizado do jogo é bastante cruel: no início, o controle do personagem pareceu bastante confuso e o combate foi terrível de dominar. No entanto, o final do jogo pareceu simples e diria que fácil até demais.
O enredo não chega a ser incrível mas é bastante interessante e me deixou com desejo de saber mais do que acontece após o final e conhecer mais desse universo do jogo. O mesmo pode ser dito a respeito dos personagens que permeiam a trama.
Concluindo: Um jogo de mediano para bom com potencial de ser ainda melhor, mas caído no esqueciemnto do mar de jogos das lojas virtuais e ignorado por muitos pela dificuldade inicial dos controles e pelos inúmeros bugs que assolaram seu lançamento (sinceramente, tem algum jogo hoje em dia que não seja?). Mas após inúmeros patches, correções e novas implementações deixaram o jogo muito mais interessante.
Posted 13 January, 2019.
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9.0 hrs on record (4.7 hrs at review time)
Gráficos incríveis com uma história super envolvente, o jogo tem a proposta de debater transtornos psicológicos e o faz sem, no entanto, parecer didático. Ele simplesmente o envolve. Siga o conselho dado pelo próprio jogo e use fones de ouvido para maior imersão.
Não espere um jogo cheio de tutoriais que te explica tudo. Aqui, a descoberta da história e dos elementos é sua. Não espere uma jogabilidade complexa, o foco aqui é a imersão na loucura de Senua, nossa protagonista. Não é apenas mais um hack and slash em terceira pessoa. É a história de uma mulher desesperada lutando para reconstruir o pouco que lhe resta. Grande jogo merecedor dos prêmios que recebeu.
Posted 23 November, 2018.
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22.4 hrs on record
Falemos de poesias interativas. Falemos de fábulas e encanto e uma magia quase pueril. Falemos de como o não falar é capaz de criar imagens tão emocionalmente impactantes que te levarão a lugares inimagináveis da sua memória desse lindo e bem produzido jogo.

Aqui você é Ori, uma simpática criatura que dispensa definições: um espírito da floresta, talvez? Não importa. Num jogo de plataforma bem construído, desafiador na medida certa, com segredos suficientes para te fazer querer jogar só aquele "mais um pouquinho...", Ori encanta a cada cena com seu visual e trilha sonora impecáveis. Sem uma palavra sequer, o protagonista conquista nossa simpatia e logo queremos salvar a floresta e descobrir a origem de seus problemas tanto quanto ele.

Mas não se engane pelo belo visual: a jogabilidade oferece desafios suficientes pra deixar mesmo os mais veteranos minimamente frustrados. O fato de que existem dois achievements, um conquistado ao zerar o jogo sem morrer nenhuma vez e outro ao completar o jogo em menos de 3 horas, parece ser comprovação suficiente da dificuldade desse jogo.

Enfim, fica a recomendação pra quem curte jogos de plataformas e narrativas poéticas e sensíveis.

PS: eu morri pra mais de 100 vezes. Sim, o jogo tem um contador interno pra esfregar isso na sua cara.
Posted 26 November, 2017.
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33.5 hrs on record (8.0 hrs at review time)
Um JRPG com um twist de Dark Souls e muita influência das obras de H. P. Lovecraft (O chamado de Cthulhu etc.), Darkest Dungeon é um jogo incrivelmente desafiador.

Ao contrário do que se esperaria de um JRPG convencional, não espere aqui uma estória épica e heróica ao redor de um mundo colorido: como o próprio nome sugere, o jogo é obscuro e cruel para muito além da simples estética.

Aqui você está no papel do herdeiro de uma grande mansão localizada numa região do interior que descobre que, para tomar o que é seu deve antes "limpar" a região de um mal ancestral que foi acidentalmente acordado por seu falecido parente que o precedeu. A forma como você faz isso é contratando mercenários que farão, pouco a pouco, a incursão nas sombrias e insanas (literalmente!) masmorras debaixo da mansão.

O jogo é extremamente estratégico: você deve gerenciar recursos como os itens e treinamentos a que seus mercenários têm acesso além do combate em si onde saber as fraquezas e vantagens de seus aventureiros é essencial para o sucesso das incursões. Não bastasse os recursos convencionais como energia e vida dos personagens, aqui você deve lidar também com atributos de ordem psicológica como sanidade (mais pra insanidade mesmo...) e fome. Por que sim, aqui essas coisas são tão perigosas e mortais quanto um tentáculo espinhento lacerando suas entranhas.

Sugestão: não se apegue demais aos seus personagens! Mais cedo ou mais tarde, algum deles morrerá. E isso é absolutamente normal. Não, não há a possibilidade de ressurreição. Aqui, estamos falando de permadeath, a crueldade máxima que se pode fazer com um jogador, o flagelo do grande Cthulhu como punição por nosso vício...

Na ambientação, o jogo é impecável, porém simples: gráficos 2D, desenhados, porém trazendo a obscurescência e "sujeira" que se espera da narrativa. Esta, aliás, muito bem narrada em trechos específicos do jogo. A trilha sonora não chega a se sobresair, mas cumpre bem o seu papel em ambientar a tensão que se propõe.

Por fim, um jogo desafiador que de forma alguma passa a mão na cabeça do jogador e pode ser bastante frustrante se encarado levianamente.
Posted 26 November, 2017. Last edited 19 April, 2018.
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52.3 hrs on record (50.1 hrs at review time)
Devo confessar que é difícil fazer uma análise isenta de comparações quanto a este jogo. Além de jogador de RPG de mesa, joguei e sou grande fã dos jogos de D&D clássicos da Bioware (Baldur's Gate e cia.). Portanto, não podendo evitar, assumo as comparações onde achar pertinentes. Assumo também que esse jogo me fez pensar em diversas questões que aproveitarei pra expor aqui.

Fato é que jogos de RPG mudaram. Tanto os de mesa quanto os eletrônicos. Vivemos novos tempos e o público é outro, espera uma experiência mais dinâmica. Esse efeito não acontece somente em SCL, mas em outros jogos também. Não a toa, é considerado um MMO por alguns. Ao contrário do que se poderia pensar, não é só pela possibilidade do componente multiplayer.

Em SCL, a exemplo de outros jogos do gênero, criamos um personagem principal genérico e recrutamos companheiros para lutar ao nosso lado. Aí, já percebo um primeiro incômodo. Em momento algum do jogo o personagem que criei teve qualquer relevância. Tanto faria se tivesse feito o anão guerreiro com que joguei ou um halfling mago. O jogo desenrolaria basicamente do mesmo jeito, sem qualquer interferência de seu passado na história.

Os NPCs são interessantes mas, não sei se por saudosismo bobo, não consegui achá-los tão interessantes quanto os dos jogos antigos. As missões específicas de cada um ajudam a compô-los e o momento mais interessante talvez tenha sido o final do jogo (calma, sem spoilers).

Outra questão que tenho observado é que tenho preferido jogos que não sejam 3D. Quando se utilizam efeitos tridimensionais, tende-se a querer dar um "realismo" que acaba por não se concretizar. Nesse sentido, os jogos 2D, principalmente os antigos, deixavam certas situações a cargo de textos descritivos e situações de diálogo. Como não se via bem os personagens devido à baixa qualidade gráfica, ficavam mais elementos a cargo da imaginação do jogador. Parecia mais "honesto". Não se fica tentando ser realista e nunca alcançando.

Entendo que muitos jogadores hoje não curtem, mas percebo uma clara diferença na questão do microgerenciamento de recursos. Em jogos como Baldur's Gate, cada personagem tinha seu inventário específico e podia carregar um peso de acorddo com sua força. Em SCL, há apenas um inventário comunitário cujo peso é determinado pela força do personagem principal. As habilidades e magias de cada personagem recarregam após cada combate (as vezes, dentro do próprio combate) fazendo com que você não tenha que se preocupar muito em guardar recursos para sobreviver até o final da masmorra. O jogo se dá encontro a encontro.

Parece pouco mas existem outras pequenas decisões de desenvolvimento como essa que dão essa característica. A meu ver, embora facilitem o processo de gerenciamento dos personagens, acabam por deixar tudo um pouco mais irreal, distanciam o jogador.

No geral, o jogo é relativamente fácil. Os combates tornaram-se maçantes e apenas os chefes significavam desafios um pouco maiores. Até mesmo o chefe final de quem se espera grande dificuldade foi derrotado logo na primeira tentativa.

Quanto ao D&D, pode-se dizer que o jogo se passa em Forgotten Realms, cenário oficial, tem os monstros, as classes, basicamente todos os elementos concretos que pertencem aquele universo. Mas como jogador do RPG de mesa, não senti nem de longe aquela experiência. Assim como outra resenha que havia lido, senti algo muito mais próximo de jogar Diablo do que D&D.

Quanto ao componente multiplayer, admito não ter experimentado tanto por falta de paciência quanto interesse. O que me leva a uma situação estranha: certo dia, jogando, recebi uma mensagem em chat de um outro jogador perguntado se eu era BR. Ignorei. Logo em seguida, um dos membros do meu grupo sumiu pra ser substituído por um outro personagem controlado por um jogador desconhecido. Tudo isso enquanto eu tentava jogar a campanha solo oferecida pelo jogo e sem qualquer autorização minha. Achei isso bastante desconcertante e em seguida entrei nas configurações para impedir que se repetisse.

Por fim, recomendo o jogo com ressalvas: interessante para passar o tempo, com elementos narrativos bons na melhor das hipóteses. Visualmente, cumpre sem chamar atenção e uma jogabilidade que lembra um Diablo com grupo um pouco mais complexo. Se você gosta disso, talvez se divirta.
Posted 27 March, 2016.
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